Versux Manéx!!!

Quanu ô nasci a Barra era bem piquinininha,

Lugá d’ondi si sabia cada um pela graça…

Não inzixtia lugi, carru, bem dizê nem ixtrada tinha…

I nóx vêvia da pesca, da terra i da caça!

Era tempu otru, dai benzendêra, dai ladainha,

Muntu trabaiu nux ingenhu, na casa munta lida…

Côsa linda era épuca  dui lançu di tainha!

Vida alegri na fartura, na ixcaseji sofrida.

Mas sempri c’um boa cachaça, i munta farinha…

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“Espetáculo SEO MANECA”

Adriana II

    Em intensa pesquisa nas comunidades mais tradicionais da ilha de Santa Catarina, entrevistando seus mais antigos moradores, o ator conseguiu reunir: histórias, casos de assombrações e outros preciosos relatos. Com este material e muita improvisação formou um repertório rico e bem humorado.
No espetáculo “Seo Maneca”, o personagem sai de sua casa na Barra da Lagoa para ir ao teatro. Foi sozinho, pois, sua esposa esta cansada e doente, sem a velha disposição para acompanhá-lo .
“Seo Maneca”, apesar de ser um humilde pescador aposentado, adora arte e cultura, principalmente teatro, já assistiu inúmeras peças e já visitou todos os teatros da cidade.
Ele chega atrasado e teme que o espetáculo já tenha começado, mas não, ainda tem tempo de conversar um pouco com as pessoas que já estão sentadas. Aparece, então, a diretora responsável pela companhia daquela noite, interpretada pela atriz Nara Wedekin, ela explica que a peça terá um breve atraso, depois sai apresado e “Seo Maneca” inconformado começa, então, a fazer seu discurso divertido, recheado de histórias sobre o passado e o presente da ilha de Santa Catarina. Ou, para ele, a saudosa Nossa Senhora do Desterro e “causos” assombrados e engraçados.
“Seo Maneca” é um espetáculo bem humorado, que traz lembranças de uma Florianópolis antiga, seus falares e costumes de origem luso-açoriana. A sua interatividade garante muita improvisação, tornando cada apresentação única.
Foto de Adriana Füchter.